Médicos americanos alertam sobre os perigos do HOT DOG e de outros alimentos para as crianças.
Este foi o alerta divulgado em fevereiro deste ano pela Pediatrics, a revista científica oficial da Academia Americana de Pediatria.
A asfixia consiste na primeira causa de doença e morte evitável entre crianças de abaixo de três anos. Alimentos, moedas e brinquedos são os principais vilões causadores de asfixia causando ferimentos e morte. Características como formato, tamanho e consistência de certos brinquedos e alimentos aumentam o potencial de asfixiar crianças.
Nos Estados Unidos, foram relatadas 449 mortes por asfixia causada por objetos entre crianças menores de 14 anos entre os anos de 1972 a 1992. Cerca de 65% dessas fatalidades ocorreram com crianças menores de três anos. Atualmente os EUA recebem mais de 15 mil crianças no pronto socorro por causa de asfixias. Balões de látex são responsáveis por 29% das mortes. Asfixia por alimentos mata somente nos Estados Unidos, aproximadamente 1 criança a cada 5 dias. Dentre os alimentos, o popular hot dog é o que causa mais mortes, sendo o responsável por 17% dos casos de asfixia entre crianças abaixo de 10 anos de idade.
O Hot Dog tem o formato, o tamanho e a consistência ‘perfeitos’ para fechar completamente as vias aéreas de uma criança. "Se os melhores engenheiros do mundo quisessem criar o bloqueio perfeito da traqueia de uma criança, este teria a forma de um cachorro-quente", diz Gary Smith, diretor do centro de pesquisa de lesões do hospital pediátrico de Columbus, no estado americano de Ohio. "Sou um pediatra de emergências, e tentar extrair os cachorros-quentes depois que entalaram é praticamente impossível", acrescentou. Outros alimentos de risco são as balas duras, castanhas e sementes, pipocas, uvas, cenouras cruas, maçãs, marshmallows, chicletes.
Segundo as pesquisas, crianças abaixo de quatro anos de idade, são as que têm mais riscos de asfixia por alimentos. Até que o desenvolvimento da dentição seja completado, a criança terá dificuldades em triturar adequadamente os alimentos, principalmente os crus e por isso se faz necessário algumas adaptações na preparação dos alimentos para esta idade, bem como o acompanhamento de um adulto durante a refeição. Salsichas, uvas, cenouras e maçãs deverão ser cortadas no tamanho de uma ervilha para serem oferecidos às crianças.
Outro fator que aumenta o risco de asfixia por alimento é o fato de a criança ser mais desatenta ao que está fazendo no momento (se alimentando), fator que se agrava quando os adultos permitem que a criança se alimente enquanto brincam, correm, jogam vídeo-games ou assistem TV. Até mesmo conversar, rir, mastigar muito rápido pode aumentar os riscos de asfixia. Uma brincadeira muito comum e muito arriscada é aquela em que se atiram pequenos alimentos para cima e pegam direto com a boca.
É possível que políticas públicas de alertas nas embalagens e regulamentos sobre a apresentação do produto sejam feitas em vários países a partir deste alerta. Além disso, sabe-se que a conscientização e a educação da população em relação a este perigo são fundamentais. Mas o mais importante é o cuidado, atenção e prevenção de quem está cuidando da criança. Sabemos que estes perigos moram na nossa casa, por isso a importância da responsabilidade e atenção vigilante do adulto cuidador, que com sua atitude poderá salvar a vida dos nossos pequeninos.
Fonte: www.pediatrics.org acessado em 03/05/2010. |